Você sabia que reúso potável indireto não planejado é uma realidade silenciosa?

Em diversas regiões, esgoto — muitas vezes sem tratamento adequado — é lançado diretamente em rios e corpos hídricos. Mais à frente, essa mesma água é captada para abastecimento público, passando por tratamento convencional antes de chegar às torneiras da população.

Esse processo, conhecido como reuso potável indireto não planejado, ocorre sem que haja um controle efetivo sobre a qualidade dos efluentes lançados, tampouco uma gestão integrada entre saneamento e recursos hídricos.


💧 O problema se agrava em cenários de crise hídrica, onde a dependência dos rios é ainda maior. Estamos, muitas vezes, reutilizando água de esgoto sem saber — e sem garantir que os riscos à saúde estejam totalmente mitigados.


🔎 É urgente ampliar o debate sobre:

  • O fortalecimento do tratamento de esgoto (universalização e eficiência);

  • A regulação e o monitoramento da qualidade da água em mananciais de abastecimento;

  • A transparência na comunicação com a população;

E a adoção de estratégias conscientes de reuso planejado, que assegurem segurança e sustentabilidade.

💡 Entender essa realidade é o primeiro passo para exigir políticas públicas mais eficazes e tecnologias mais seguras. O reuso potável pode e deve ser parte da solução — mas com planejamento, responsabilidade e base científica.

📍 No Brasil, a prática não planejada é comum em bacias como as dos rios Tietê, Paraíba do Sul, Piracicaba e Capibaribe. No mundo, grandes cidades como Londres, Nova York e Cingapura também dependem, em parte, de reuso indireto — a diferença está no grau de controle e transparência.

 

Reuso não planejado